
Desenvolvedora: Eugen Systems
Produtora: Ubisoft
Data de lançamento: 07 de Setembro de 2010
Versão testada: PC
Reviewer: Gabriel Quirino
R.U.S.E.
R.U.S.E é um jogo de RTS (“real time strategy”, estratégia em tempo real) desenvolvido pela Eugen Systems e distribuído pela Ubisoft, lançado em setembro de 2010 para PS3, PC e X360. Àquele que for jogar, pode esperar batalhas intensas e emocionantes em cenários famosos da nossa velha conhecida Segunda Guerra Mundial. Porém, o grande diferencial aqui, em relação a outros jogos do gênero, é o controle da informação.
O modo história nos mostra a trajetória do Major Joseph Sheridan que, assumindo o controle da 1ª Divisão Blindada dos Estados Unidos, ajuda os Aliados a vencer importantes batalhas da Segunda Guerra Mundial nos frontes da África e Europa. Para isso, ele conta com a assistência do coronel britânico Andrew Campbell. Apesar de ser uma trama de caráter histórica e reviravoltas, é a mesma coisa de Segunda Guerra que estamos acostumados, mas não deixa de ser ruim.
Graficamente, o jogo é bem bonito. Mas vale ressaltar que, por ser um game de estratégia em que a câmera se posiciona de forma panorâmica, onde o jogador tem uma visão geral do campo de batalha, os detalhes gráficos só ficam visíveis quando é aplicado o zoom da câmera. Pela câmera estar realmente longe da ação, as unidades aliadas e inimigas são ampliadas e amontoadas, dando um visual de jogo de tabuleiro. As CGs do modo história são muito bem feitas e o trabalho de dublagem é competente.
A trilha sonora deixa um pouco a desejar. As faixas são bem repetitivas e tocam em todos os modos de jogo, incluindo a campanha. Portanto, as mesmas músicas que ouvimos em batalhas aleatórias do modo “batalha livre”, ouvimos em importantes batalhas da campanha. Os sons das unidades “tretando” são bons, mas também pouco variados.
Há quatro modos de jogo: campanha, multiplayer online, batalhas livres e operações. As operações são, basicamente, desafios que possuem uma dificuldade gigante. O game te coloca em uma situação absurdamente desvantajosa e, indiretamente, diz para o jogador: “Se vira aí”.
O modo de batalha livre é exatamente isso. O jogador escolhe uma das 6 facções disponíveis, tempo da partida, época e parte pra guerra. As facções são: Estados Unidos, URSS, Itália, Alemanha, França e Reino Unido. Um ponto a se mencionar aqui é que cada facção tem sua identidade, tanto na questão de unidades quanto no poder. Exemplos: os tanques médio-avançados soviéticos T-34são os mais baratos da categoria, mas dão uma boa briga contra um tanque pesado; a força aérea Britânica é a melhor do jogo, com aviões rápidos e poderosíssimos.
Um diferencial de R.U.S.E é que o jogador pode escolher entre lutar a guerra em diferentes épocas: 1939, 1942 e 1945. Isso influencia nas unidades que o jogador pode construir. Por exemplo, o poderoso tanque alemão Panther só pode ser construído se o jogo estiver em 1945, visto que em 1942 (vida real) este tanque não existia. Unidades antitanque, por exemplo, só aparecem a partir de 1942. Já em 1945, todos os tipos de unidades estão disponíveis, sendo elas: tanques, infantaria, antitanques, antiaéreas, força aérea e artilharia. Esta opção de escolher a época dá uma dinâmica muito bacana ao gameplay e a sensação de sabermos onde e quando estamos lutando, não apenas “na Segunda Guerra”.
O diferencial do gameplay de R.U.S.E são, justamente, os ruses. Ruses são como cartas que lançam um determinado efeito em uma área do mapa (que é dividido em setores) escolhida pelo jogador. Os efeitos dos ruses vão desde aumentar a velocidade de locomoção de suas unidades num setor até enviar grandes ofensivas falsas. Há dez ruses que podem ser usados a cada 1m45s. Passado esse tempo, o jogador ganha a possibilidade de utilizar um ruse e, mesmo que ele não use, há um contador que acumula os ruses que podem ser usados. Os mais úteis, com certeza, são: Radio Silence (esconde todas as suas unidades da visão do inimigo em um setor), Camouflage Net (escode suas bases em um setor), Blitz (aumenta a velocidade de locomoção de suas unidades no setor em 50%) e Decryption (revela as ordens que o comandante inimigo dá às suas unidades no setor, funcionando, inclusive, como um “counter” de Radio Silence). Saber usar esses ruses é uma das chaves da vitória aqui.
Para os fãs de RTS, R.U.S.E é um prato cheio e com certeza trará horas de diversão. Embora tenha como tema a já cansada Segunda Guerra, o jogo não é enjoativo e os ruses dão um ar ainda mais estratégico para as batalhas. “Uma boa jogada” da Eugen Systems e da Ubisoft.
Conclusão:
Gráficos: 8.0
Jogabilidade: 8.5
Som: 7.0
Minha opinião: 8.0
Total: 8.0
Pontos Positivos:
- Ambientação
- Variação de facções
- Facções possuem identidade própria
- Ruses
- Diferença de época nas batalhas
Pontos Negativos:
- Tema já saturado
- Efeitos sonoros repetitivos
- Mapas pequenos






