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Desenvolvedora: EA Redwood Shores

Produtora: EA Games

Data de lançamento: 21 de Março de 2006

Versão testada: Xbox
Reviewer: Jonathas Medeiros

The Godfather

 

The Godfather é um jogo de tiro/ação de terceira pessoa em mundo aberto, desenvolvido pela EA Games e lançado em 2006 para PS2, Xbox, PC e “trocentas” outras plataformas. O game conta a história de Aldo, um rapaz que quando criança tem seu pai (mafioso) assassinado pela família mafiosa rival, os Barzini. Seu pai era membro da família Corleone, a mesma que tinha como Don (chefe ou dono, na verdade Don é um título maior que estes dois) o famoso Vito Corleone, interpretado nos cinemas pelo inesquecível Marlon Brando e infelizmente no jogo por um imitador (muito bom por sinal), visto que o mesmo veio a falecer em 2004.

 

Ainda na história do jogo, o a mãe de Aldo pede para que Don Corleone proteja seu filho dos perigos da cidade. Vito Corleone então envia Luca Brasi (interpretado no jogo e no cinema por Lenny Montana) seu braço direito e melhor soldado, para proteger o garoto. Ao chegar até o rapaz, Luca vê potencial nele e decide inseri-lo nos trabalhos da família. Os eventos do jogo se passam paralelos aos do filme, ainda que os mesmos tenham momentos em comum, ocorrem diversas alterações no enredo, mas isso não é de fato um problema, pois diferente do filme onde é contada a história de Michael Corleone, aqui nós temos um personagem diferente em um contexto parecido. Sem mais delongas, vamos ao jogo.

 

Como já dito, você começa por baixo e deve subir com o respeito entre as famílias mafiosas. Sim, você deve lutar para ser respeitado pelos seus e pelos rivais. Mas, como fazemos isso? É bem simples! Batendo e matando um monte de inimigos e fazendo negócios com a polícia corrupta. O jogo de dá diversas formas de ganhar respeito e expansão territorial, a maioria delas envolve fazer trabalhos para a família e conseguir novos pontos de renda, como lojas, açougues, mercados e entre outros. A maioria destes esconde um negócio ilegal que é protegido por outras famílias. Seu papel é “persuadir” os donos das lojas a pagarem pela sua proteção e não pela dos rivais. 

 

Quando você se torna um empecilho para as famílias rivais, abre-se um nível de Vendetta (ou vingança) fazendo com que membros da família rival atirem em você ou irem brigar com você, só de ver passar na rua. Quando esse nível fica muito alto, começa uma guerra de máfias (mob war). As únicas formas de parar esta guerra são: Explodindo um negócio da família rival ou comprando os serviços de um agente corrupto do FBI.

 

A mecânica de jogo é bastante parecida com Grand Theft Auto. Podemos fazer o que quisermos nesta adaptação virtual de Nova York nos anos 40 e a medida que fazemos bobagens, atraímos a atenção da polícia. Ao invés de mudarmos a cor do carro para sair da vista dos “canas”, nós “molhamos a mão” de alguns chefes de polícia corruptos, para que nos ignorem por um tempo.  Mas o verdadeiro diferencial é a extorsão de lojas e o sistema de combate.

 

O combate corpo-a-corpo é bem interessante. Travamos o alvo e podemos agarrar, socar e bater no inimigos com diversos acessórios como barras de ferro e tacos de baseball.  O diferencial é que todos os ataques são deferidos com a alavanca analógica direita de forma que, pra onde você aponta a alavanca é a direção onde é deferido o soco ou chute. Bem divertido e bastante prático, este é sim um dos pontos altos da jogabilidade.

 

Os carros são bem fáceis de dirigir, mas como qualquer jogo é preciso um leve período de adaptação. A mecânica de tiro é bem típica dos jogos da época, com um sistema de lock on que permite mover o analógico para poder direcionar o tiro. Bem desenvolvida a mesma às vezes falha por conta de alguns bugs ou quando temos muitos alvos, é difícil travar naquele que escolhemos. A variedade de armas do game também é muito interessante e vão desde calibres 38 snubs até a clássica mafiosa Tommy Gun.

 

O som do jogo é realmente gratificante! Contamos com uma ótima dublagem e atuações de ponta pelos atores que decidiram emprestar sua aparência e vozes do filme original para o jogo (que pena senhor Al Pacino). Estrelas de Hollywood como Robert Duvall e James Caan fazem parte do elenco. A trilha sonora é a mesma do filme, com algumas músicas originais do jogo e nenhuma das duas decepcionam.

Os gráficos são bons, mas não passam disso. Ás vezes, algumas texturas parecem que são “meio duras” e “paradas”, como os cenários dos antigos Resident Evil (PSOne). O mais chato é que as mesmas texturas não estão presentes (só) nos cenários e sim nas vestimentas e às vezes até nos próprios personagens. A animação facial precária só é sobreposta pela excelente dublagem. Os carros ainda que não sejam reais, apresentam uma modelagem correspondente a da época, mas pouco convincente aos olhos do jogador. Parecem ter uma pintura “lavada”.

 

Como todos os jogos têm seus defeitos, os erros não sobrepõe os acertos de The Godfather e o game é uma ótima pedida pra quem curte uma boa história de mafiosos e jogos de mundo aberto. Com características próprias, este “clone de GTA” mostra que tem identidade própria e que merece ser visto por todos. E novamente, estamos no dia do casamento da filha dele  pedindo por favores. Sejam bem vindos a família. Neste jogo, vale a pena correr os riscos.

 

Conclusão:

 

Gráficos: 8.0
Jogabilidade: 8.0
Som: 9.5
Minha opinião pessoal: 8.0

 

Total: 8.3

 

Pontos Positivos:
- Excelente história principal
- Mecânicas de jogo muito interessantes
- Presença dos atores do filme no game
- Trilha sonora muito boa
- Ótima variedade de armas

 

Pontos Negativos:
- Gráficos um tanto “esquisitos”
- Péssima animação facial
- Bugs no sistema de mira as vezes tiram do sério

 

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